| Devolvo, toda a ilusão. Em ti vivo, Permaneço, … antónio baptista |
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Moínho de Café
O meu Baú
refúgio
O meu refúgio
É algo meu...
É o meu recanto
É para me esconder...
E para o viver...
E é meu...
Não o quero partilher...
Porque o meu refúgio...
É onde me escondo...
Onde sonho...
Onde me tento encontrar...
Onde sou feliz...
E... é o meu lugar
Que é algo meu...
E que não partilharei...
Porque é só meu...
Porque é lá que sonho
Que sofro, rio e choro...
Mas que não partilho com ninguém...
Porque... é só meu!...
LILI LARANJO

IMBONDEIRO
Estou a ver-te ao longe…
Imbondeiro grande e frondoso…
Velho, arrogante com grande porte…
Porte de Rei e porte imponente…
Mostras a todos como és belo e poderoso!
Com tronco baixo e largo…
Com dois ou três braços…
Braços longos e fortes…
Que abraçam o mundo…
Que mostram o quanto imponente tu és…
E a tua beleza…
E a tua opulência…
Meu imbondeiro Rei…
Espalha-se pelo mundo todo!...
FLOR DE PORCELANA
A ti…
Flor de porcelana…
Que no meu jardim…
Floria…
E me deixava feliz…
E que recordo…
Com muita saudade…
E deixo…
Nestas linhas…
Uma singela homenagem…
À flor…
Mais linda…
Que Angola tem…
E que o mundo já viu…
LILI LARANJO
poesia
Devias estar aqui rente aos meus lábios
para dividir contigo esta amargura
dos meus dias partidos um a um
- Eu vi a terra limpa no teu rosto,
Só no teu rosto e nunca em mais nenhum
Eugénio de Andrade
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